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Balé La Fille Mal Gardée retorna ao palco principal do Theatro Municipal do Rio

A montagem tem coreografia de Ricardo Alfonso, regência de Jésus Figueiredo e patrocínio oficial da Petrobras.

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro traz de volta ao palco principal o balé La Fille Mal Gardée, um dos títulos mais tradicionais do repertório clássico. A obra, que ficou 20 anos fora da programação do Ballet e da Orquestra Sinfônica da casa, ganhou nova montagem em 2024 e agora retorna para mais uma temporada em maio.

A montagem será apresentada em dois atos, com patrocínio oficial da Petrobras. A concepção e a coreografia são de Ricardo Alfonso. A regência é de Jésus Figueiredo, com supervisão artística de Hélio Bejani e Jorge Teixeira.

As récitas acontecem nos dias 13, 14, 15, 16, 17, 19, 20, 21, 22, 23 e 24 de maio. A estreia será no dia 14, às 19h. O ensaio geral, no dia 13, também será às 19h. Os ingressos do 3º lote estarão disponíveis a partir de 4 de maio, pelo site do Theatro Municipal e na bilheteria.

Balé estreou no século XVIII

Criado no século XVIII, La Fille Mal Gardée estreou em julho de 1789 no Grand Théâtre de Bordeaux, na França. Desde então, a obra passou por diferentes versões e remontagens.

Um dos nomes mais importantes a revisitar o título foi Marius Petipa, que apresentou sua versão em 1885, em São Petersburgo. Ao longo do século XX, o balé seguiu em circulação nos principais palcos internacionais.

Para Clara Paulino, presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o retorno da obra atende a um desejo do público.

“La Fille Mal Gardée é um ballet de repertório que encanta a todos. Unindo o clássico com o cômico, está entre os mais pedidos pelo nosso público e por isso está de volta na temporada de 2026, que tem o patrocínio oficial da Petrobras. Não perca a oportunidade de assistir ao Corpo de Baile e a Orquestra Sinfônica do TMRJ. Esperamos você!”, afirmou Clara Paulino.

Montagem valoriza interpretação dos bailarinos

Segundo Hélio Bejani, diretor do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a versão assinada pelo coreógrafo uruguaio Ricardo Alfonso dá destaque à interpretação dos bailarinos.

“La Fille Mal Gardée é uma obra atemporal do repertório clássico mundial, que continua a encantar plateias de todas as idades ao redor do mundo. Com coreografias vibrantes e personagens cativantes, esta versão do coreógrafo uruguaio Ricardo Alfonso vem proporcionar aos nossos bailarinos a oportunidade de evidenciar o papel primordial da expressão facial, para além da gestualidade, na comunicação das diferentes emoções dos personagens e enfatizar a interpretação como ferramenta principal para fazer o público compreender a história e comover-se com ela”, afirmou Hélio Bejani.

A direção musical e a regência ficam a cargo do maestro Jésus Figueiredo, que estará à frente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal.

“É uma grande honra fazer a direção musical e a regência deste balé, ao lado da Orquestra Sinfônica e do Balé do Theatro Municipal. A partitura de La Fille Mal Gardée tem uma história musical muito curiosa: nasceu no século XVIII como uma colagem de diferentes músicas e, ao longo do tempo, foi sendo retrabalhada por vários compositores até chegar à forma que conhecemos hoje. Essa trajetória dá a ela uma leveza e um frescor muito próprios, sempre a serviço da cena, e que continua conquistando o público”, destacou Jésus Figueiredo.

A história de Lisa e Colas

A trama acompanha o romance de Lisa, filha de Simone, uma rica proprietária de fazenda, com o camponês Colas. O amor entre os dois enfrenta a resistência da mãe, que pretende casar a filha com Alain, filho do rico Thomas.

No primeiro ato, os personagens se encontram no campo durante uma reunião do gado. Lisa e Colas declaram seu amor, enquanto Alain surge com comportamento infantil. A cena é interrompida por uma tempestade.

No segundo ato, Simone segue com os preparativos do casamento da filha. Lisa finge aceitar a decisão da mãe para afastar suspeitas. Quando Alain abre a porta do quarto da jovem, encontra Lisa nos braços de Colas. No fim, os dois jovens acabam se casando, com a bênção da mãe, a irritação de Thomas e a indiferença de Alain.

Elenco principal
Lise: Juliana Valadão, Manuela Roçado, Marcela Borges e Tabata Salles
Colas: Cícero Gomes, Alyson Trindade, Owdrin Kaew e Rodrigo Hermesmeyer
Madame Simone: Edifranc Alves e Saulo Finelon
Alain: Alyson Trindade, Luiz Paulo e Rodrigo Hermesmeyer

Distribuição por data
Nos dias 14 de maio, estreia, 16 e 21, os papéis principais serão interpretados por Juliana Valadão e Cícero Gomes.
Nos dias 13, ensaio geral, 17 e 23, o elenco terá Marcela Borges e Alyson Trindade.
Nos dias 15, 20 e 24, os protagonistas serão Manuela Roçado e Rodrigo Hermesmeyer.
Nos dias 19, pelo Projeto Escola, e 22, os papéis ficam com Tabata Salles e Owdrin Kaew.
Jésus Figueiredo
O maestro Jésus Figueiredo é mestre pela Haute École de Musique de Genève, na Suíça, com especialização em música antiga, regência, órgão e cravo. Atualmente, é maestro colaborador da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde atua na preparação de óperas, concertos e balés.

Ele também foi maestro titular do Coro do Theatro Municipal por vários anos e participou de diversas produções operísticas. Na regência de balés, já conduziu títulos como O Quebra-Nozes, Don Quixote, Giselle, Les Sylphides, Coppélia, Raymonda e Le Spectre de la Rose.

Em 2022, regeu a estreia mundial do balé Macunaíma, de Ronaldo Miranda, transmitido pela TV Brasil.

Ricardo Alfonso
O coreógrafo Ricardo Alfonso é formado pela Escola Nacional de Dança de Montevidéu, no Uruguai. Em 1986, ingressou no Corpo de Dança Sodre, onde participou de montagens como Giselle, O Lago dos Cisnes, Coppélia, Carmina Burana, Dom Quixote e Gayané.

No Ballet Hoy, dirigido por Ines Camou, criou suas primeiras coreografias profissionais. Também atuou em montagens como Maria de Buenos Aires, Evita e Jesus Christ Superstar.

No Brasil, trabalhou ao lado de Maria Waleska Van Helden e participou de edições do Dança Alegre Alegrete. Na Argentina, dirigiu o Ballet del Sur de Bahía Blanca entre 2010 e 2021.

Em 2023, apresentou sua versão de La Fille Mal Gardée no Ballet Nacional Sodre, em Montevidéu. Desde dezembro, é coordenador do Teatro Municipal e Produção Artística 1º de Mayo, em Santa Fé, na Argentina.

Ficha técnica
Concepção e coreografia: Ricardo Alfonso
Ensaiadores: Jorge Teixeira, Mônica Barbosa, Celeste Lima, Deborah Ribeiro, Filipe Moreira e Hélio Bejani
Cenografia: Manoel dos Santos
Figurinos: Tania Agra
Iluminação: Paulo Ornellas
Regente: Jésus Figueiredo
Design gráfico: Carla Marins
Direção geral: Hélio Bejani
Direção artística da temporada 2026: Eric Herrero
Presidente da FTM: Clara Paulino
Classificação: Livre

Serviço
Espetáculo: La Fille Mal Gardée
Companhias: Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/nº, Centro
Duração: 1h45, com intervalo
1º ato: 50 minutos
2º ato: 35 minutos
Classificação: Livre

Datas e horários:
13 de maio, às 19h, ensaio geral
14 de maio, às 19h, estreia
15, 16, 20, 21, 22 e 23 de maio, às 19h
17 e 24 de maio, às 17h
19 de maio, às 14h, pelo Projeto Escola

Ingressos:
Frisas e camarotes: R$ 90,00, ingresso individual
Plateia e Balcão Nobre: R$ 80,00
Balcão Superior e Lateral: R$ 50,00
Galeria Central e Lateral: R$ 30,00

Os ingressos estarão disponíveis pelo site www.theatromunicipal.rj.gov.br e na bilheteria do Theatro Municipal.

Crédito: Diario do Rio

Imagem de capa: https://diariodorio.com/wp-content/uploads/2026/04/unnamed-14-1024×683.jpg

Marília Silva

Jornalista especializada em turismo, hotelaria e economia do setor. Minha atuação é voltada para produzir informações confiáveis e atualizadas que fortalecem e contribuem para a divulgação de destinos turísticos e ações que reforçam a relevância da hotelaria e turismo no cenário nacional.

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