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Galeão ganha força com plano da Aena para voos “internacionalizados” saindo de Congonhas

O Rio de Janeiro deve ganhar um papel importante na nova estratégia da Aena para ampliar a operação internacional de Congonhas, em São Paulo. A ideia da concessionária é começar, já em 2027, a oferecer voos chamados de “internacionalizados”, que sairiam do terminal paulistano com escala no Aeroporto Internacional do Galeão, onde os passageiros fariam a conexão para embarques rumo ao exterior.

O plano ganha força justamente depois da vitória da Aena no leilão da nova concessão do Galeão, realizado no fim de março. Com isso, a empresa espanhola passa a controlar dois aeroportos estratégicos no país: Congonhas e o terminal internacional do Rio de Janeiro. Esse arranjo abre espaço para integrar as operações e transformar o Galeão em peça-chave na conexão entre o mercado doméstico de São Paulo e rotas internacionais.

A proposta funciona como uma etapa anterior aos voos internacionais diretos em Congonhas, que ainda devem demorar mais. Segundo a estratégia divulgada pela concessionária, esses voos diretos só devem começar entre o fim de 2028 e o início de 2029. Até lá, o modelo com escala no Galeão serviria para antecipar esse movimento e oferecer uma alternativa a passageiros que hoje dependem sobretudo de Guarulhos para viagens ao exterior.

Em entrevista à CBN São Paulo, o diretor de relações institucionais e comunicação da Aena, Filipe Reis, explicou que a ideia retoma um conceito antigo da aviação brasileira. “O que nós queremos viver é um conceito que já existia nos anos 1960 e 1970, época em que nós tínhamos voos decolando de Congonhas, pousando no Galeão. Ou seja, os voos saindo daqui internacionalizados. As pessoas meramente trocavam de avião no Galeão, saindo de um voo doméstico e entrando em um avião que faz um voo internacional”, afirmou.

Para o Rio, o modelo pode representar mais do que uma simples conexão técnica. Na prática, o Galeão tende a ganhar relevância como ponto de distribuição internacional, reforçando seu peso na malha aérea e aumentando o fluxo de passageiros vindos do maior mercado corporativo do país. É um movimento que recoloca o aeroporto carioca no centro de uma disputa antiga por conectividade e protagonismo. Essa leitura é uma inferência a partir do controle simultâneo de Congonhas e Galeão pela mesma concessionária e do desenho operacional já antecipado pela empresa.

A Aena já recebeu sinal verde para voos internacionais a partir de Congonhas, mas a operação ali terá limites. Por causa do tamanho da pista, o aeroporto paulistano só deve receber aeronaves menores, voltadas a rotas curtas ou médias dentro da América do Sul. Entre os destinos mais prováveis aparecem Buenos Aires, Montevidéu, Assunção e Santiago. Nesse cenário, o uso do Galeão ajuda a compensar a limitação operacional de Congonhas e amplia o alcance das conexões.

Para o passageiro, a aposta da concessionária é simples: embarcar em Congonhas, fazer uma conexão curta no Rio de Janeiro e seguir para o exterior sem precisar começar a viagem por Guarulhos. Para o Galeão, isso pode significar um novo ciclo de movimentação e uma oportunidade concreta de recuperar centralidade na aviação brasileira.

Com informações da CBN

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Marília Silva

Jornalista especializada em turismo, hotelaria e economia do setor. Minha atuação é voltada para produzir informações confiáveis e atualizadas que fortalecem e contribuem para a divulgação de destinos turísticos e ações que reforçam a relevância da hotelaria e turismo no cenário nacional.

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