1º Workshop de turismo de base comunitária do mangue ao mar será na Vila do Abraão

Evento discutirá desafios e soluções concretas para o fortalecimento do turismo comunitário
Comunidades tradicionais das baías de Sepetiba, Ilha Grande e Guanabara estarão reunidas no 1º Workshop de Turismo de Base Comunitária Do Mangue ao Mar, que acontece entre os dias 9 a 12 de junho, na Casa de Cultura Constantino Cokotós, na Vila do Abraão, na Ilha Grande, em Angra.
O encontro vai promover a troca de experiências, debates e construção de soluções para fortalecer um turismo mais justo, sustentável e conectado aos territórios, valorizando a cultura, os saberes tradicionais e a geração de renda para as comunidades.
A iniciativa integra o projeto Do Mangue ao Mar, realizado pela ONG Guardiões do Mar em convênio com a Transpetro, reunindo lideranças, pesquisadores e instituições das três grandes baías fluminenses.
Ao longo dos quatro dias, a programação contará com mesas temáticas, rodas de conversa, atividades colaborativas, devolutivas e vivências culturais e territoriais. Entre os temas previstos estão: os impactos das mudanças climáticas sobre os modos de vida tradicionais; os desafios impostos pelo turismo de massa; a relação entre identidade cultural e etnoturismo; a necessidade de redes colaborativas; e os caminhos para fortalecer a governança comunitária.
Desafios e soluções
O encontro em Angra dos Reis nasceu de um processo de diálogo construído ao longo dos últimos anos entre lideranças das baías fluminenses. Fóruns, rodas de conversa e trocas entre territórios têm apontado diversos desafios para que o turismo de base comunitária se consolide como alternativa real nas comunidades. Entre eles estão: o fortalecimento da comunicação entre os territórios; ampliação das oportunidades de formação; garantia de maior autonomia financeira; valorização das lideranças locais; melhoria da infraestrutura; e criação de estratégias para mais envolvimento da juventude. O workshop surge justamente para aprofundar o debate sobre esses obstáculos e transformar reflexão em ação.
Nas baías fluminenses, onde comunidades tradicionais convivem com pressões urbanas, industriais e ambientais, o turismo de base comunitária aparece como uma possibilidade concreta de gerar renda, preservar saberes e ampliar o reconhecimento dos povos do mar como protagonistas de seus próprios caminhos.
“Pra gente, o turismo não pode ser uma coisa que chega de fora e decide tudo. Ele precisa ser construído com a comunidade, com respeito a nossa história, ao nosso trabalho e ao nosso jeito de viver. Quando isso acontece, ele fortalece, em vez de enfraquecer”, define Dinha Dias, do Ponto de Cultura S.O.S Ilha Grande.
A expectativa é que o encontro ajude a consolidar uma visão de turismo comprometida com a permanência territorial, a valorização dos modos de vida e a distribuição mais justa dos benefícios gerados pela atividade.
Inscrições: https://l1nk.dev/ek7eox8
Créditos: A Cidade Costa Verde



