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PARATY (RJ): O guia completo da cidade: o que fazer e onde ir

PARATY (RJ) – Rio de Janeiro

SOBRE A CIDADE DE PARATY (RJ)

Para conhecer o verdadeiro significado da palavra beleza, você deve conhecer Paraty, a perfeita combinação entre o azul marítimo e o verde da Mata Atlântica.

Em meados da década de 60, Paraty foi declarada Patrimônio Histórico Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), devido à sua importância no ciclo do ouro, pois chegou a ser uma das cidades mais prósperas da Colônia e do início do Império.

As paisagens naturais do Parque Nacional da Serra da Bocaina abrigam parte do trecho fluminense do Caminho Velho do Ouro, por onde os tropeiros transportavam o ouro das Minas Gerais com destino à Corte, formando um dos roteiros turísticos da cidade. Na década de 90 instalaram-se na cidade as operadoras de mergulho, que ensinam o esporte e fazem expedições de exploração marítima.

As praias ao longo da estrada começaram a ser frequentadas e as de Trindade transformaram-se no lugar preferido da juventude e dos aventureiros. Também é possível conhecer por lá muitas riquezas culturais tais como o complexo arquitetônico que reúne igrejas dos séculos XVIII e XIX, em estilos neoclássico e barroco, além de casarões seculares que nos meses de inverno acolhem variados festivais e festas, entre elas salientamos a FLIP – Festa Literária de Paraty, de renome internacional.

Não deixe de conhecer as lojinhas da Rua da Lapa e da Rua do Comércio, faça muitos cliques das portas e janelas coloridas, são uma atração à parte.

Em Paraty, encontram-se mais de 120 praias e ilhas em tons de esmeralda que compõem a baía de Paraty e arredores, lugares paradisíacos que no roteiro de um turista que se preze não pode faltar!
Os restaurantes a noite e as opções de compras em Paraty são bastantes completos. Beber aquele drink ao ar livre sentado nas mesinhas aconchegantes dos barzinhos de Paraty fazem toda a diferença, a paquera rola e a alegria baila no ar.

Quem busca por festivais e atividades culturais em Paraty não irá se decepcionar. A cidade é repleta de boas livrarias, lojas de arte, antiquários e alguns espaços destinados à produção cultural. Apesar de Paraty respirar cultura durante todo o ano, alguns eventos atraem a atenção dos visitantes. É o caso da festa literária internacional de Paraty (FLIP) ou mesmo dos grandes eventos fotográficos que a cidade costuma apresentar (sempre em setembro).

As cachoeiras do Tobogã, do poço do Tarzan, da Pedra Branca e a do Poço da Usina são lugares que não podem ficar de fora, bem como o forte defensor Perpétuo.

Enfim… a Amada Paraty é um município com uma diversidade abundante e que um final de semana é muito pouco para conhecer todos os atrativos.

Se programe, faça suas reservas nas pousadas aconchegantes de Paraty, a hospitalidade local fará com que você sempre queira voltar.

HISTÓRIA DE PARATY (RJ)

Anteriormente a chegada dos europeus ao Brasil, a região da atual Paraty era habitada por indígenas guaianás. Por volta do ano 1000, estes foram expulsos para o interior do continente devido à chegada dos tupis, procedentes da Amazônia.

Início do povoamento europeu

Rua de Paraty inundada pela maré alta. Ao fundo, a Igreja de Santa Rita de Cássia.
No século XVI, quando os primeiros europeus chegaram à região de Paraty, esta era habitada pela tribo tupi dos tamoios.

Nos primeiros anos do século XVI, os portugueses já conheciam a trilha aberta pelos Guaianás (Trilha dos Goianás) ligando as praias de Paraty ao vale do Paraíba, para lá da Serra do Mar. O primeiro registro escrito sobre a região da atual Paraty é o livro do mercenário alemão Hans Staden, “História verdadeira e descrição de um país de selvagens…” (Marburgo, 1557), que narra a estadia deste por quase um ano em aldeias Tupinambás nas regiões de Paraty e de Angra dos Reis.

Embora alguns autores pretendam que a fundação de Paraty remonte à primeira metade do século XVI, quando da passagem da expedição de Martim Afonso de Sousa, a primeira notícia que se tem do povoado é a da passagem da expedição de Martim Correia de Sá, em 1597. À época, a região encontrava-se compreendida na Capitania de São Vicente.

O núcleo de povoamento europeu iniciou-se no morro situado à margem do rio Perequê-Açu (depois Morro da Vila Velha, atual Morro do Forte). A primeira construção de que se tem notícia é a de uma capela, sob a invocação de São Roque, então padroeiro da povoação, na encosta do morro. O aldeamento dos Guaianás localizava-se à beira-mar. Em 1636, Maria Jácome de Melo fez a doação de uma sesmaria na área situada entre os rios Perequê-açu e Patitiba (atual rio Mateus Nunes) para a instalação do povoado que crescia, com as condições de que os indígenas locais não fossem molestados e de que fosse erigida uma nova capela, sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Essa sesmaria corresponde à região do atual Centro Histórico da cidade.

Emancipação política

A partir de 1664 várias comunidades se registraram entre os moradores, visando tornar a povoação independente da vizinha Angra dos Reis, o que veio a ocorrer em 1670, como fruto da revolta liderada por Domingos Gonçalves de Abreu, vindo o povoado a ser alçado à categoria de vila. Este ato de comunidade foi reconhecido por Afonso V de Portugal, que, por Carta Régia de 28 de fevereiro de 1677 ratificou o ato dando-lhe o nome de “Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty”.

 

 
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Paraty em 1950.
 
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Em 1972.
 

Com a descoberta de ouro pelos paulistas na Capitania de São Vicente (na atual região de Minas Gerais), a dinâmica de Paraty ganhou novo impulso já que a capital do Brasil foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro por esse motivo. Em 1702, o governador da capitania do Rio de Janeiro determinou que as mercadorias somente poderiam ingressar na Colônia pela cidade do Rio de Janeiro e daí tomar o rumo de Paraty, de onde seguiriam para as Minas Gerais pela antiga trilha indígena, agora pavimentada com pedras irregulares, que passou a ser conhecida por Caminho do Ouro.

A proibição do transporte de ouro pela estrada de Paraty, a partir de 1710, fez os seus habitantes se rebelarem. A medida foi revogada, mas depois restabelecida. Este fato, mas principalmente a abertura do chamado Caminho Novo, ligando diretamente o Rio de Janeiro às Minas, tiveram como consequência a diminuição do movimento na vila.

A partir do século XVII registra-se o incremento no cultivo de cana-de-açúcar e a produção de aguardente. No século XVIII o número de engenhos ascendia a 250, registrando-se, em 1820, 150 destilarias em atividade. A produção era tão elevada que a expressão “Parati” passou a ser sinônimo de cachaça, produção artesanal que perdura até aos nossos dias.

O século XIX e o ciclo do café

Para burlar a proibição ao tráfico de escravos decretada pelo regente Padre Diogo Antônio Feijó, o desembarque de africanos passa a ser feito em Paraty. As rotas, por onde antes circulava o ouro, passaram então a ser usadas para o tráfico e para o escoamento da produção cafeeira do vale do Paraíba, que então se iniciava.

À época do Segundo Reinado, um Decreto-lei de 1844, do imperador Pedro II do Brasil, elevou a antiga vila a cidade. Com a chegada da ferrovia a Barra do Piraí (1864) a produção passou a ser escoada por ela, condenando Paraty a um longo período de decadência.

O ciclo do turismo

A cidade e o seu patrimônio foram preservados e reconhecidos como Patrimônio brasileiro, sendo o núcleo urbano colonial e seu conjunto arquitetônico acautelados pela legislação federal de proteção do patrimônio cultural – lei de tombamento, e redescobertos em 1964, com a reabertura da estrada que a ligava ao estado de São Paulo – a Paraty-Cunha -, vindo a constituir-se em um polo de atração turística. Desse modo, em 1958, o conjunto histórico de Paraty foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O movimento turístico intensificou-se com a abertura da Rio-Santos (BR-101) em 1973.

Na década de 1980 indígenas Guarani M’bya, procedentes do sul do país, instalaram-se no município, nas atuais aldeias de Araponga e Paratimirim.

Hoje a cidade é o segundo polo turístico do estado do Rio de Janeiro e o 17º do país. O jornal The New York Times, destacou a cidade como destino cultural mais rico da Costa Verde. Foi uma das poucas cidades que não são capital de estado a receber a tocha dos Jogos Pan-americanos de 2007 nos dias que antecederam os jogos.

Fonte: Wikipedia

FOTOS DE PARATY (RJ)

 


VÍDEOS DE PARATY (RJ)


O QUE FAZER EM PARATY (RJ)

  1. Centro Histórico
  1. Igrejas do Centro Histórico

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  1. Casa de Cultura
  1. Teatro Espaço
  1. Festivais
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Janelas Abertas
  1. Praias Urbanas e Museu Forte Defensor Perpétuo
  1. Mercado do Produtor Rural e Feira
  2. Passeios de barco pela baía de Paraty
  3. Quilombo do Campinho
  4. Rota dos Alambiques
  5. Caminho do Ouro
  6. Paraty-Mirim
  7. Saco do Mamanguá
  8. Trindade

PREVISÃO DO TEMPO PARA A PRÓXIMA SEMANA EM PARATY (RJ)


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