Gastronomia vira aposta da Região dos Lagos para gerar empregos e reduzir a sazonalidade do turismo

Poder público, empresários e entidades do setor se reuniram em Cabo Frio, em encontro promovido pelo Conderlagos, para desenhar uma estratégia que transforme a gastronomia em motor de empregos e de turismo o ano inteiro na Região dos Lagos.
Participaram das discussões a Abrasel, o Sebrae RJ, a Firjan, a Fecomércio RJ, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, sindicatos empresariais e secretarias municipais de desenvolvimento. O objetivo é alinhar uma agenda integrada entre os municípios, que deve ganhar visibilidade em setembro, quando está previsto um grande evento voltado ao fortalecimento econômico da região.
Além das praias
Embora as praias sigam como principal cartão-postal, a proposta apresentada vai além do turismo tradicional: usar a gastronomia para estimular novos negócios, fortalecer pequenos empreendedores e criar experiências capazes de atrair visitantes também fora das férias e dos feriados prolongados — um desafio que a hotelaria da região conhece bem.
Cidades como Cabo Frio, Arraial do Cabo, Armação dos Búzios, Araruama, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande, Rio das Ostras e Casimiro de Abreu concentram uma cadeia gastronômica diversificada, da culinária caiçara aos restaurantes de frutos do mar, passando pela gastronomia contemporânea e pelos empreendimentos familiares.
Números da região
Segundo dados apresentados na reunião, Cabo Frio responde por mais de um quarto do saldo positivo da atividade econômica regional, seguida por Rio das Ostras, Araruama e São Pedro da Aldeia. Levantamento do Sebrae aponta ainda que a Região dos Lagos possui mais de 135 mil empresas ativas, a maior parte formada por microempreendedores individuais e microempresas.
Entre os encaminhamentos, estão convênios para ampliar programas de qualificação no setor de bares e restaurantes e a realização de festivais gastronômicos integrando os municípios. Para o presidente da Abrasel Leste Fluminense-RJ, Sandro Pietrobelli, a aproximação entre iniciativa privada e poder público é um passo importante para “consolidar a gastronomia como vetor de desenvolvimento econômico”.
Fonte: Vivente Andante



