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Evento gratuito: Festival das Culturas Indígenas promove oficinas, música e feira na Barra da Tijuca

Evento reúne povos originários, vivências culturais e exposição inédita em dois dias de atividades na Barra

Entre cantos, grafismos e histórias ancestrais, o Festival das Culturas Indígenas transforma o Museu do Pontal em um espaço de encontro entre diferentes povos e saberes. A terceira edição do evento ocupa o local ao longo de dois dias com uma programação gratuita que aproxima o público das culturas originárias de forma direta, sensorial e participativa.

Com curadoria dos educadores indígenas Pacary Pataxó e Carmel Puri, o festival reúne representantes de diversas etnias — como Wauja, Guajajara, Xakriabá, Kamayurá, Pataxó e Guarani — que conduzem atividades que vão além da apresentação: são vivências. Rituais, oficinas, rodas de conversa e práticas tradicionais convidam o público a experimentar, e não apenas observar.

Logo na abertura, crianças da aldeia Mata Verde Bonita, em Maricá, conduzem brincadeiras tradicionais, estabelecendo um dos eixos centrais do evento: o aprendizado pela experiência. Ao longo do dia, oficinas como a de cerâmica do povo Wauja e apresentações como a Festa das Mulheres – Yamurikumã reforçam a presença feminina e os vínculos com a natureza.

Outro destaque do Festival das Culturas Indígenas é a participação de Taware Kamayurá, que compartilha histórias e rituais do Alto Xingu, conectando oralidade, memória e território. Já no domingo, atividades voltadas à infância ganham espaço, como a roda musical com Mel Xakriabá e oficinas de peteca e colares com sementes, ampliando o diálogo entre gerações.

A programação musical também marca presença com apresentações do coral da aldeia Mata Verde Bonita e do coral Mbya Guarani da aldeia Sapukai, além da DJ Cris Panttoja, que ocupa os intervalos com pesquisas sonoras da música brasileira.

Exposição conecta Amazônia e ficção científica no Festival das Culturas Indígenas

O festival também marca a abertura da exposição Roraimarte III, do artista indígena Gustavo Caboco. A mostra propõe uma reflexão sobre deslocamento e memória a partir de uma conexão inusitada entre o Monte Roraima — território sagrado — e o planeta Marte.

A exposição amplia o alcance do evento ao inserir a arte contemporânea indígena no centro da programação, reforçando a produção atual desses artistas para além de uma visão exclusivamente tradicional.

Mais do que um evento pontual, o festival se insere em um movimento de valorização da cultura indígena como conhecimento vivo. A proposta de reunir diferentes povos em um mesmo espaço, com autonomia para conduzir suas práticas, reforça o protagonismo dessas vozes e amplia o diálogo com o público urbano.

Ao ocupar o Museu do Pontal — referência em arte popular brasileira —, o Festival das Culturas Indígenas também estabelece uma ponte entre diferentes expressões culturais do país, conectando passado, presente e futuro em uma mesma experiência.

Serviço – Festival das Culturas Indígenas

Local: Museu do Pontal
Endereço: Av. Célia Ribeiro da Silva Mendes, 3.300 – Barra da Tijuca

Data: 11 e 12 de abril
Horário: das 10h às 18h

Entrada: gratuita
Classificação: livre

Transporte: vans gratuitas saindo da estação Jardim Oceânico

PROGRAMAÇÃO

Sábado – 11 de abril 10h às 18h

DJ Cris Panttoja

De origem Sateré-Mawé, a DJ Cris Panttoja conecta pessoas através de músicas populares brasileiras. A artista se apresenta nos intervalos das atrações, transmitindo a riqueza cultural e a diversidade sonora do Brasil.

10h às 11h30 – Brincadeiras com a Aldeia Mata Verde Bonita (Maricá/RJ)

Na praça-jardim, crianças da aldeia guarani Mata Verde Bonita convidam o público a experimentar brincadeiras tradicionais, como a corrida de maracas.

11h30 às 12h30 – Oficina de panela de barro do povo Wauja

Oficina com técnicas de modelagem de panelas de barro do povo Wauja, do Mato Grosso, e conversa sobre a importância da preservação dos rios.

10h, 11h, 15h e 15h30 – Visita Musicada

Os arte-educadores do museu convidam os visitantes a uma viagem cultural, utilizando a música como elemento chave de condução do grupo pelas exposições.

11h30 às 12h30 – Baú de Brinquedos populares – Especial brincadeiras indígenas.

13h às 13h45: Cinema e oficina de pião

Exibição de filmes da Ong Território do Brincar sobre brincadeiras indígenas e oficina de pião.

15h e 15h30 – Visita Musicada

15h às 18h – Pintura corporal: grafismo indígena com Pacary Pataxó

O curador do festival, Pacary Pataxó, realiza pintura corporal com grafismos indígenas utilizando tinta de jenipapo, uma expressão ancestral de identidade e espiritualidade de diversos povos nativos.

15h – Abertura da exposição Roraimarte III, de Gustavo Caboco. Conversa com o artista e os curadores Gustavo Caboco (1989, Curitiba/Roraima, Brasil), do povo Wapixana, apresenta pinturas e esculturas que falam sobre processos de deslocamentos de corpos indígenas e produção de memória a partir de uma inusitada conexão entre o Monte Roraima, local sagrado para povos amazônicos, e o planeta Marte. Bate-papo com o artista e os curadores, Lucas Vande Beuque e Angela Mascelani.

15h30 às 16h30 – Conversa com Taware Kamayurá : Origem da Lagoa Ypavu e outras

histórias do povo Kamayurá

Taware Kamayurá, pescador e artesão da aldeia Kamayurá, no Parque Indígena do Xingu, conta a história da lagoa sagrada Ypavu e fala sobre tradições ancestrais, como o Kuarup.

16h às 17h – Baú de Brinquedos populares – Especial brincadeiras indígenas.

16h30 às 17h30 – Coral da Aldeia Mata Verde Bonita (Maricá/RJ)

Apresentação de cânticos do povo Guarani com o Coral da Aldeia Mata Verde Bonita, de Maricá.

17h30 às 18h30 – Oficina de pintura em ecobag com grafismo indígena com Mãt Máre – Nesta oficina, o artista Mãt Máre ensina a personalizar ecobags com grafismos indígenas.Os participantes levam a peça para casa.

Domingo – 12 de abril

10h às 18h – DJ Cris Panttoja

De origem Sateré-Mawé, a DJ Cris Panttoja conecta pessoas através de músicas populares brasileiras. A artista se apresenta nos intervalos das atrações, transmitindo a riqueza cultural e a diversidade sonora do Brasil.

10h, 11h e 12h – Bebês no Museu do Pontal – Especial Sons Encantados

A roda de musicalização recebe a contadora de histórias Mel Xakriabá, que leva para a roda de musicalização cantos e instrumentos da nação Xakriabá, um dos poucos grupos indígenas que habitam Minas Gerais.

10h30 às 11h30 – Oficina de petecas em palha com Carmel Puri

A curadora do Festival das Culturas Indígenas, Carmel Puri, realiza uma oficina para confecção de petecas com palha de milho, por meio de dobraduras, amarrações e penas coloridas.

10h, 11h, 15h e 15h30 – Visita Musicada

11h30 às 12h30 – Baú de Brinquedos populares – Especial brincadeiras indígenas

15h às 16h – Oficina de colar de sementes com Ana Lúcia Guajajara

Conduzida por Ana Lúcia Guajajara, a oficina propõe a criação de colares utilizando sementes. A artesã compartilha os conhecimentos ancestrais e fortalecendo a cultura indígena.

15h às 18h – Pintura corporal: grafismo Indígena com Pacary Pataxó

O curador do Festival das Culturas Indígena, Pacary Pataxó, do povo Pataxó da Bahia, realiza pintura corporal com grafismo indígena utilizando tinta de jenipapo, uma expressão ancestral de identidade e espiritualidade de diversos povos originários.

16h às 17h – Coral Mbya Guarani da Aldeia Sapukai

Apresentação de cantos e danças tradicionais da cultura Guarani com o coral da Aldeia Sapukai.

16h às 17h – Baú de Brinquedos populares – Especial brincadeiras indígenas

Créditos: Portal Vivente andante

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