Aviação

Gol endurece regras para power banks e proíbe item em bagagem despachada

A Gol Linhas Aéreas anunciou novas restrições para o transporte de power banks e baterias de lítio em seus voos. As medidas passaram a valer na última segunda-feira (4) e determinam que esses equipamentos sejam levados exclusivamente na bagagem de mão, ficando proibidos nas malas despachadas.

A atualização foi publicada no site oficial da companhia, na seção de bagagens, acompanhando mudanças recentes nas normas brasileiras relacionadas ao transporte aéreo desses dispositivos. Segundo a empresa, o objetivo é ampliar a segurança operacional a bordo diante dos riscos associados ao manuseio inadequado de baterias de lítio.

“Atenção: As novas regras sobre o transporte de baterias de lítio passarão a valer a partir de 04/05/2026”, informa o comunicado divulgado pela companhia. A empresa também alerta que “baterias de lítio podem representar risco de incêndio se manuseadas incorretamente, transportadas de forma inadequada, danificada e/ou adaptadas (gambiarras)”.

Além de determinar o transporte apenas na cabine, a Gol estabeleceu novos limites e regras para o embarque desses equipamentos. No caso das baterias de íon-lítio, a capacidade máxima permitida será de até 100Wh, o equivalente aproximado a 27.000mAh. Já as baterias de metal-lítio poderão ter até 2g.

A companhia também definiu limite de até duas baterias extras por passageiro, incluindo power banks e carregadores portáteis. Todos os itens deverão estar protegidos individualmente, evitando riscos de curto-circuito e contato direto com outros equipamentos eletrônicos.

Outro ponto previsto nas novas regras diz respeito ao armazenamento dos dispositivos durante o voo. Segundo a Gol, power banks e baterias extras só poderão ser acomodados no bolso do assento ou embaixo da poltrona à frente do passageiro.

Uso a bordo passa a ser restrito

Além das mudanças no transporte, a empresa também vetou a utilização dos power banks dentro da aeronave. Os dispositivos não poderão ser usados para recarregar celulares, notebooks ou qualquer outro aparelho eletrônico durante o voo.

A restrição também vale para o recarregamento dos próprios carregadores portáteis nas tomadas ou fontes de energia disponíveis nas aeronaves da companhia.

A Gol esclarece ainda que carregadores convencionais de tomada — como os utilizados para notebooks e celulares — não entram na categoria de baterias extras e, portanto, não se enquadram no limite estabelecido para os power banks.

As medidas seguem uma tendência já adotada em diferentes mercados internacionais, diante do aumento das preocupações envolvendo superaquecimento e possíveis incêndios provocados por baterias de lítio em compartimentos de carga de aeronaves.

Fonte: Brasil Turis

Marília Silva

Jornalista especializada em turismo, hotelaria e economia do setor. Minha atuação é voltada para produzir informações confiáveis e atualizadas que fortalecem e contribuem para a divulgação de destinos turísticos e ações que reforçam a relevância da hotelaria e turismo no cenário nacional.