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UTS Rio leva tênis com torcida liberada e regras diferentes ao Maracanãzinho em julho

O Rio de Janeiro vai receber entre 16 e 18 de julho a primeira etapa sul-americana do UTS, no Maracanãzinho. O torneio terá oito jogadores, torcida liberada durante os pontos e partidas em formato mais rápido, fora do padrão tradicional da ATP.

Rio de Janeiro vai ganhar em julho um torneio de tênis bem diferente do modelo que o público se acostumou a ver no circuito tradicional. Entre os dias 16 e 18, o Maracanãzinho recebe o UTS Rio 2026, primeira etapa da história do Ultimate Tennis Showdown na América do Sul. O evento será disputado ao longo de três dias e terá oito jogadores em quadra.

Criado por Patrick Mouratoglou, o UTS aposta num formato mais curto, mais barulhento e mais próximo do entretenimento. O torneio foge da lógica tradicional da ATP e transforma a partida em um produto mais rápido, com menos pausas e mais interação com o público.

A principal mudança está no jeito de jogar. Cada partida tem quatro quartos de oito minutos. Quem vencer três quartos leva o jogo. Se houver empate em 2 a 2, entra uma espécie de morte súbita, em que vence quem fizer dois pontos seguidos. Entre os períodos, há intervalos de três minutos.

No UTS, a torcida também não precisa ficar em silêncio durante os pontos, o que muda bastante o ambiente da quadra. Outra diferença é que não existe segundo saque. Se o jogador errar o serviço, perde o ponto. Também não há aquecimento em quadra antes do início da partida, e os treinadores podem orientar os atletas durante o jogo com microfones.

Outro elemento que ajuda a dar cara própria ao torneio é a carta bônus. Cada tenista pode usar uma por quarto, sempre no tempo regular. Quando ela é acionada, o próximo ponto passa a valer três. É uma regra que mexe direto na estratégia e ajuda a deixar o jogo menos previsível.

A organização ainda não anunciou os oito nomes da etapa carioca. Mas o histórico recente do circuito mostra o peso que o UTS conseguiu atrair. Andrey Rublev e Alex de Minaur aparecem como os únicos bicampeões da competição até aqui, o que ajuda a dar dimensão ao nível de jogadores que esse formato já conseguiu reunir.

Com capacidade de cerca de 11 mil lugares, o Maracanãzinho deve receber um torneio que tenta vender menos liturgia e mais experiência. O Rio, que já tem o Rio Open como referência no calendário do tênis, agora passa a abrigar também um evento que aposta em outro caminho: menos formalidade, mais ruído e uma cara de espetáculo que conversa bem com o perfil da cidade.

Créditos: Diário do Rio

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